Introdução ao Fenômeno Antropológico: Filosofia, Linguagem, Ética e Doutrina Social da Igreja II - Ética e Antropologia - Prof. Dr. Jean Lauand jeanlaua@usp.br
Programação de nosso Seminário Internacional: http://www2.fe.usp.br/~cemoroc/page03.htm
Programa Restante
14-09 Ser e participação: a graça na antropologia cristã. O Catecismo Católico
21-09 O pecado capital da acídia e sua dimensão antropológica
25-09 6ª. f. 14:00h Abertura e conferência de nosso Seminário Internacional
26-09 sábado 10:00h e 14:00h Apresentações de trabalhos (15 min.) no Sem. Internacional
28-09 - A liturgia e sua dimensão antropológica
05-10 - Início do curso Prof. João Sérgio
Bibliografia Básica: Além do que iremos indicando em aula/site, os textos básicos são:
Lauand, Jean Filosofia, Linguagem, Arte e Educação, São Paulo, ESDC, 2007
Tomás de Aquino A Prudência: a virtude da decisão certa, S Paulo, Martins Fontes, 2005
Lauand, João Sérgio (org.) Antropologia e Ética I, NEM-Unifai, 2009
Lauand, João Sérgio (org.) Antropologia e Ética II, NEM-Unifai, 2009
Aula 24-08-09
Bibliogr.: Tomás de Aquino Prudência: a virtude da decisão certa, S Paulo, Martins Fontes, 2005
1. "As virtudes nos aperfeiçoam para que possamos seguir devidamente nossas inclinações naturais" (II-II, 108, 2)
2. Prudência, mãe das virtudes genitrix virtutum (In III Sent., d 33, q 2, a 5, c) e a guia das virtudes, auriga virtutum (In IV Sent., d 17, q 2, a 2); recta ratio agibilium, "reta razão aplicada ao agir"
3. "Sem a prudência, as demais virtudes, quanto maiores fossem, mais dano causariam" (In III Sent. d 33, q 2, a 5, sc 3)
4. "Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar, era uma só coisa - a inteira - cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver - e essa pauta cada um tem - mas a gente mesmo, no comum, não sabe encontrar; como é que sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber? Mas, esse norteado, tem. Tem que ter. Se não, a vida de todos ficava sendo sempre o confuso dessa doideira que é. E que: para cada dia, e cada hora, só uma ação possível da gente é que consegue ser a certa. Aquilo está no encoberto: mas, fora dessa conseqüência, tudo o que eu fizer, o que o senhor fizer, o que o beltrano fizer, o que todo-o-mundo fizer, ou deixar de fazer, fica sendo falso, e é o errado. Ah, porque aquela outra é a lei, escondida e vivível mas não achável, do verdadeiro viver: que para cada pessoa, sua continuação, já foi projetada, como o que se põe, em teatro, para cada representador - sua parte, que antes já foi inventada, num papel..." Grande Sertão: Veredas, Rio de Janeiro, José Olympio, 5a. ed., p. 366.
"Alma, carne e osso, são configuradores do homem (sunt de ratione hominis); mas esta alma, esta carne e estes ossos são configuradores deste homem (sunt de ratione huius hominis) e assim 'pessoa' acrescenta à configuração da essência os princípios individuais" (I, 29, 2 ad 3.)
Aula 17-09-09
Jean Lauand “Sobre os fundamentos da Ética” in Antropologia e Ética I, pp. 63-72
1. Duas leis: 1ª. lei)Interação dialética Linguagem viva / interesse vital pela realidade
2 Dilectio, affectio, studio, pietas, amor... philéin, philadelphia etc.
3 Liebe “Gut, dass Du inder Welt bist” “Gut dass Du existierst”
4. Schadenfreude Law árabe
5 2ª. lei ) Esvaziamento e até inversão das palavras fundamentais
6. Simpliciter X secundum quid
7 "From a technical point of view it was a sweet and lovely and beautiful job"
8 Quia nec prudentia vera est quae iusta et fortis non est - I-II, 65, 1
Aulas 08-06-09 e 22-06-09 (retomaremos as aulas em 10-08-09: boas férias)
“A unidade da ideia de homem em diferentes culturas” pp. 147 a 150
1. A palavra grega areté = virtude / excelência
2. Ética: o ser do homem – Mais uma do poeta Píndaro: "Torna-te o que és"
3. Tomás de Aquino (1225-74): ultimum potentiae o máximo daquilo que se pode ser
4. Josef Pieper (1904-97): selbstverwiklichungsvorgang – processo de auto-realização
5. Divina Comédia (Purg. XXIII, 31-33):
"Pareciam-lhes os olhos anéis sem gemas
E quem no rosto dos homens lê 'homem'
Bem poderia reconhecer o M"![]()
Parean l'occhiaie anella senza gemme
Chi nel viso degli uomini legge OMO,
Bene avria quivi conosciuto l'emme
![]()
Sufixos tupis= x-ran ou x-rana parece x; ou parece x, mas não é: fake, pseudo-x.
x-eté = x de verdade, para valer, em grau máximo, superlativo
Yauaretê (áudio) (Milton Nascimento - Fernando Brant, 1987
Senhora do fogo, Maria, Maria
Onça verdadeira, me ensina a ser
realmente o que sou
Põe a sua língua na minha ferida
Vem contar o que eu fui,
me mostra meu mundo
Quero ser jaguaretê
Meu parente, minha gente,
Cadê a família onde eu nasci?
Cadê meu começo, cadê meu destino e fim?
Para que eu estou por aqui?
Senhora da noite, senhora da vastidão
Ouvir pegadas e pegar
Seguir a sina de sangrar prá se alimentar
Tem de guerrear, lutar, matar prá sobreviver
Pois assim é a vida
Quem vem lá? É onça que já vem comer
Quero ser a onça, meu jaguaretê
Quero onçar aqui no meu terreiro
Vou onçar sertão e mundo inteiro
Já está na hora da onça beber o seu
Vou dançar com a lua lá no céu
Dama de fogo, Maria, Maria,
Onça de verdade, quero ter a luz
Ouvir o som caçador
Me diz quem sou, me diz quem fui
Me ensina a viver meu destino
Me mostra meu mundo, quem era que eu sou
Programa
1. A ética e o ser do homem
2. A virtude e as virtudes. Ética e antropologia: a língua tupi
3. As virtudes cardeais e teologais e sua dimensão antropológica
4. Ser e participação: a antropologia cristã. O Catecismo Católico
5. A liturgia e sua dimensão antropológica
6. A virtude da Prudentia como clave antropológica
7. O pecado capital da acídia e sua dimensão antropológica
8-9. Seminários dos alunos no IX Seminário Internacional Filosofia & Educação sexta 25 e sábado dia 26-09 manhã e tarde. Entregar textos até o dia 13-09 .
10. Conclusão e conclusões